Parece razoável que o consumo seja impulsionado pela queda de juros, mas esse efeito pode não ser tão direto em alguns casos. Teoricamente é possível que o queda de juros tenha um efeito negativo sobre o consumo presente da economia. Se pensarmos em um ambiente econômico em que a única fonte de recursos no futuro seja a poupança formada no presente, a queda nos juros fazem com que hoje se tenha que poupar um montante muito maior do que anteriormente para que se possa manter o padrão de consumo no futuro, assim fazendo com que se consuma menos no presente.
O modelo mais simples que consegui montar para explicar esse fenômeno usa de um argumento por preferências temporais e de uma estrutura de dotações particular (Acho que essa restrição pode ser flexibilizada, mas o efeito ocorrerá para intervalos específicos de juros):
As preferências são:
Para g > 1 é possível gerar o resultado de consumo respondendo positivamente ao aumento de juros.
Mas o que é g>1?
Significa que há o suficiente de preferência por um padrão de consumo estável durante o tempo. Para as pessoas que já estudaram microeconomia com incerteza, esse parâmetro funciona como uma "aversão ao risco" temporal. Quanto maior é g, maior minha preferência por constância no padrão de consumo no tempo (assim como em estados da natureza com incerteza).
Semana passada escutei um argumento de que esse fenômeno ocorria na China, mas não encontrei os dados mostrando que ele ocorra.
O modelo mais simples que consegui montar para explicar esse fenômeno usa de um argumento por preferências temporais e de uma estrutura de dotações particular (Acho que essa restrição pode ser flexibilizada, mas o efeito ocorrerá para intervalos específicos de juros):
Suponha que haja dois períodos, 1 e 2. (Representam juventude e velhice, respectivamente)
E que a cada período tenha-se que decidir quanto se consumir, sabendo que há uma dotação no período 1: y1, mas que no segundo período não haverá dotação (y2=0). As restrições que isso impõe são:
E que a cada período tenha-se que decidir quanto se consumir, sabendo que há uma dotação no período 1: y1, mas que no segundo período não haverá dotação (y2=0). As restrições que isso impõe são:
c1 + s1 = y1 e
c2 = (1+r) s1
ou equivalentemente:
c1+c2/(1+r) = y1As preferências são:
U(c1,c2) = [c1^(1-g)]/(1-g) + b [c2^(1-g)]/(1-g)
Para g > 1 é possível gerar o resultado de consumo respondendo positivamente ao aumento de juros.
Mas o que é g>1?
Significa que há o suficiente de preferência por um padrão de consumo estável durante o tempo. Para as pessoas que já estudaram microeconomia com incerteza, esse parâmetro funciona como uma "aversão ao risco" temporal. Quanto maior é g, maior minha preferência por constância no padrão de consumo no tempo (assim como em estados da natureza com incerteza).
Semana passada escutei um argumento de que esse fenômeno ocorria na China, mas não encontrei os dados mostrando que ele ocorra.


