terça-feira, 22 de setembro de 2009

Zelaya na Embaixada do Brasil em Honduras

Será que Zelaya voltará ao poder?

Será que surpreendentemente a oligarquia golpista será expulsa do poder?

Creio a volta de Zelaya à Honduras e a pressão internacional para o fim do golpe tornem a posição dos golpistas insustentável.

32 comentários:

Anônimo disse...

tbm acho.

t de student.

Anônimo disse...

com certeza...substituir os golpistas por um ex-golpista é a melhor solução. Digo ex pq ele já deve ter aprendido a lição, espero...

fora golpistas.

André Greve disse...

Golpista é o Zelaya, expulsar um golpista do poder, como fez o exercito, cumprindo uma ordem da justiça é cumprir o seu dever com a democracia.
Enquanto isso o Brasil fica ai protegendo esse projeto de ditador...

Anônimo disse...

O correto seria uma nova eleição.

Bernard Herskovic disse...

André Greve e Anônimo,

Não entendi, quem é ex-ditador/projeto de ditador? FHC ou Zelaya?

Guilherme Lichand disse...

FHC??

Anônimo disse...

Um desastre de política externa que nós temos.

Uma hipótese é que nós estavamos tentando interferir em Honduras, e trouxemos o Zelaya para nossa embaixada. Isso seria claramente ilegal e uma burrada sem tamanho.

A outra hipotese é ainda mais patética (e mais provável também). Nós entramos de gaiatos, Zelaya teria sido apoiado por outro país que não quis levar a culpa e deixou o bigodudo em nossa embaixada. Como nossa diplomacia tem sido estridente em defesa de Zelaya, só nos resta acolhê-lo.

Mas note, nós não oferecemos nem concedemos asilo político para ele, que passou a usar nossa embaixada (e os benefícios de sua extra-territorialidade) como escritório politico.

E o que ganhamos com isso? O que fazemos se os hondurenhos invadirem a embaixada para capturar o Zelaya (sim, seria crime internacional, mas emprestar nossa embaixada para comício do Zelaya tambem é)? Vamos declarar guerra a um país na América Central? Ou vamos pedir ajuda para os EUA?

Note também que há eleições marcadas para novembro. Mesmo se Zelaya retornar ao poder, ele será um lame duck (ou um ditador).

Parece até que eu exagero, mas Celso Amorim está para a diplomacia assim como Márcio Pokemon está para o IPEA.

Existe alguma iniciativa do Celso Amorim que não foi um desastre completo ou para petista ver e sem consequências práticas?

Anônimo disse...

Quanto a meu prognóstico, não vejo porque o governo Micheleti deveria ceder o poder.

Não consegui ver nenhum argumento convincente para racionalizar ou motivar um recuo agora.

Bernard Herskovic disse...

Anônimo,
Micheleti não deveria ceder pelo fato de ser um golpista? Ele tirou a força o presidente eleito! Caso contrário, você deve celebrar todo 1 de abril (ou 31 de março)!

Enquanto que Zelaya queria fazer um plebiscito sobre a reeleição e que depois seria montada uma constituinte, a meu ver uma decisão democrática.

Bernard Herskovic disse...

Guilherme,
Falei do FHC por brincadeira, pois o anônimo falou que Zelaya era um ex-ditador por querer se reeleger. Então o que seria FHC em 1998 na visão do anônimo?

Guilherme Lichand disse...

Eu não entendo muito o que discutir: eleições gerais, supervisionadas pela ONU. Aí deixem o Zelaya se candidatar e vamos assistir.

Guilherme Lichand disse...

veja só como Zelaya não era nenhum prince charming: "Nonetheless, President Zelaya's speech at the United Nations this week has left me pondering whether this man was overthrown for violating the Honduran constitution or because he simply thought that Hondurans were not intelligent enough to believe his justification for conducting an unauthorized referendum. Its outcome might have enabled him to remain in office beyond January 2010, when his term is scheduled to end." [http://www.miamiherald.com/opinion/other-views/story/1123861.html]

Não sei se você se sente desconfortável em apontar Chávez (referendos fraudulentos e poder extendido sem horizonte de término) como ditador ou golpista (ou Lula caso propusesse um terceiro mandato procedimentalmente em desacordo com a Constituição brasileira)... mas daí porque não é simplesmente o caso de um líder democrático tentando voltar ao poder. Embora obviamente eu não concorde com um golpe militar, acho que a questão é de eleições gerais e não de recondução ao poder de alguém que demonstrou abusar os limites do exercício dos poderes que lhe foram concedidos pelo voto.

Anônimo disse...

"Aí deixem o Zelaya se candidatar e vamos assistir."

Mas como ele vai se candidatar?
Ele jah cumpriu seu mandato. Pela constituicao hondurenha ele nao pode mais se candidatar. Para sempre. E isso eh uma clausula petrea.

Guilherme Lichand disse...

Você está certo, vi isso agora. Enfim, que se faça a eleição (sem ele, então). Como Zelaya mesmo declarou, vai lutar para reformar a Constituição mesmo fora do poder. O que é legítimo.

Anônimo disse...

Guilherme,

Eu vejo uma certa inocencia no seu discurso.

O objetivo de Zelaya - assim como o de Chavez, Ortega, Morales - é se perpetuar no poder, seguindo a estrategia que tanta riqueza e poder trouxe para um certo clã cubano.

Bernard Herskovic disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bernard Herskovic disse...

Eu sabia que Zelaya não pode se reeleger, mas não que isso era para sempre. De qualquer forma, sou contra golpes de estado de uma maneira geral seja via reeleição (como Chávez ou mesmo FHC que foi reeleito em 1998 mudando a regra do jogo), porém creio que reeleição seja algo positivo.

Do ponto de vista teórico, existe um número de vezes ótimo (que maximiza bem-estar) para o candidato se reeleger? Talvez não tenha solução, pois talvez seja uma decisão política no trade-off entre continuidade de uma determinada agenda política e maior participação na escolha dessa agenda.

Tiago Caruso disse...

Vamos por partes:

1) Acho que o Brasil fez bem em receber o Zelaya. O cara apareceu lá embaixo e não dá para não deixar ele entrar.

2) Bernard, acho que nessas horas pressão internacional conta pouco. Vide Zimbabwe e outros países que mantiveram o governo mesmo isolados da comunidade internacional.

3) A constituição hondurenha proíbe a reeleição como cláusula pétrea, logo ele não pode reformá-la nesse sentido. No entanto, o mecanismo para se expulsar presidentes que violam a constituição é o impeachment e não a quartelada.

4) Lichand, existe uma diferença entre democracia e república.

Abs

Anônimo disse...

"Eu sabia que Zelaya não pode se reeleger, mas não que isso era para sempre. De qualquer forma, sou contra golpes de estado de uma maneira geral seja via reeleição (como Chávez ou mesmo FHC que foi reeleito em 1998 mudando a regra do jogo), porém creio que reeleição seja algo positivo. "

Bernard,

Existem paises que tiveram experiencias infelizes com caudillos que adotaram arranjos institucionais que limitam a possibilidade de um presidente ficar muito tempo no poder.

No Mexico, alem da reeleicao ser banida, existe uma norma social que o presidente ao fim do mandato deve se distanciar completamente da politica e de fato a vasta maioria de ex-presidentes mexicanos escolheram o auto-exilio voluntario. O Fox tem tentado quebrar este tabu recentemente.

Anônimo disse...

"3) A constituição hondurenha proíbe a reeleição como cláusula pétrea, logo ele não pode reformá-la nesse sentido. No entanto, o mecanismo para se expulsar presidentes que violam a constituição é o impeachment e não a quartelada."

Nao foi uma quartelada, mas um contra-ataque de um presidente que ouviu uma ordem de prisao por violar varias leis.

A historia que eu ouvi eh que para nao ser preso, o Zelaya negociou para ser exilado, argumentando que se ele fosse preso poderia haver violencia e protestos.

"2) Bernard, acho que nessas horas pressão internacional conta pouco. Vide Zimbabwe e outros países que mantiveram o governo mesmo isolados da comunidade internacional."

Completamente diferente. Zimbabwe eh uma tirania que pouco liga para o que esta acontecendo com a populacao, enquanto o governo do Micheletti eh um governo constitucional que tem apoio popular e cairia como uma jaca na estrada para o IMPA se nao entregasse o que a maioria dos hondurenhos quer: respeito aos direitos de propriedade e um poder executivo sem ambicoes de se expandir.

Galego disse...

Caruso,

Zimbabwe é o que Honduras iria se tornar se não tivessem posto o aspirante a Mugabe para correr.

Anônimo disse...

"{Zimbabwe é o que Honduras iria se tornar se não tivessem posto o aspirante a Mugabe para correr."

Uma das coisas que eu nao entendo eh que porque mesmo entre pessoas educadas nao existe um consenso que movimentos revolucionarios que nao aumentam o poder da burguesia contra as classes ociosas sao invariavelmente, sem excecao alguma na historia da humanidade, fadadas ao fracasso economico e tendentes a tirania.

Tiago Caruso disse...

Porque consensos invariantes, sem exceção alguma na história são difíceis de ocorrer. E esta tese não é um deles.

Anônimo disse...

"Porque consensos invariantes, sem exceção alguma na história são difíceis de ocorrer. E esta tese não é um deles."

Mas entao suponho que voce possa me citar um exemplo de revolucao que nao aumentou o poder da burguesia e escapou de ser fadada ao fracasso economico ou tendente a tirania. Por favor, um unico exemplo e eu darei meu braco a torcer.

Anônimo disse...

Vamos lah, Caruso... A frase que eu propus eh bem forte, e assim o fiz de proposito para ser facilmente falseavel.

Voce pode olhar toda a historia da humanidade, eu admito que minha frase eh incorreta se voce conseguir achar um unico exemplo de revolucao nao-burguesa que escapou do destino inexoravel de fracasso economico ou tirania.

Galego disse...

Certamente, há a possibilidade de alguém se atirar do vão central da Ponte Rio-Niterói e o mergulho ser um sucesso, sem ele se arrebentar.
Só que eu jamais faria essa experiência e recomendaria que ninguém a fizesse.
Realizar uma revolução socialista, adote esse nome ou algum eufemismo disfarçado, é o mesmo que se atirar do vão central.

E o que ocorreu foi que a situação em Honduras seria resolvida livremente, com eleições em Novembro, e aí a choradeira dos delinquentes esquerdistas iria perder o sentido. Daí eles terem armado essa palhaçada de colocar o Zelaya na embaixada do Brasil.

E nada mais auto-explicativo da falta de compromisso do Lula com a democracia do que ele ter feito o discurso duro na ONU e logo depois posar ao lado do nazista do Irã.

Anônimo disse...

"E nada mais auto-explicativo da falta de compromisso do Lula com a democracia do que ele ter feito o discurso duro na ONU e logo depois posar ao lado do nazista do Irã."

E ele chamar o embargo a Cuba de anacronico... enquanto ele eh um dos que financiam (alias, com nosso dinheiro!) uma ditadura de 50 anos que destruiu a economia daquele pais, e tolhe a liberdade de milhoes por duas geracoes e contando.

Sim, somos brasileiros e nosso pais sustenta a unica ditadura da America Latina. Eu sinto vergonha de meus amigos cubanos.

Anônimo disse...

"Realizar uma revolução socialista, adote esse nome ou algum eufemismo disfarçado, é o mesmo que se atirar do vão central. "

Um pouquinho pior...

Eu ainda posso alegar que nunca vi ninguem se atirar do vao central da Rio-Niteroi, mas nao posso dizer o mesmo do socialismo.

Anônimo disse...

Eu já vi empurrado.

Ass.: Outro anônimo.

Anônimo disse...

Algo em comum entre os dois: o Leste Europeu foi empurrado para o socialismo assim como um caminhoneiro foi empurrado do vão central da ponte Rio-Niterói quando consertava seu caminhão.

Ass.: o mesmo anônimo (completando o comentário anterior)

Anônimo disse...

"Algo em comum entre os dois: o Leste Europeu foi empurrado para o socialismo assim como um caminhoneiro foi empurrado do vão central da ponte Rio-Niterói quando consertava seu caminhão."

Sim, e ainda tem cabra no Brasil que nao entende porque a turma do Leste Europeu odeia, mas odeia os russos do fundo do coracao e com paixao de toureiro sevilhano corneado.

Quem estiver passeando naquela capoeira, vale a pena visitar o museu do terror em Budapest. Eh de arrepiar.

Pior ainda sao os cabras que odeiam os EUA porque acreditam (erradamente) que foi gracas aos gringos que nos nao vivemos a experiencia transformadora do socialismo.

André Greve disse...

Pois é Bernard, antes de repetir oq a Folha escreveu procure se informar, ai vc não ia precisar alegar que não sabia dos fatos.